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Os olhos são a “janela da alma”, são únicos em cada um e uma porta de entrada para grande parte das belezas do mundo. Mas mais do que isso, uma máquina complexa e espetacular, e que deve ser tratada com cuidado e carinho. Por isso, a sensibilidade à luz é algo tão sério e mesmo assim a maioria parece ignorar.

O mesmo que serve para mostrar toda beleza, pode ser um inimigo voraz lhe trazendo fortes dores se não for bem utilizado. O olho funciona a partir da quantidade de luz que ilumina um objeto ou cenário.

A luz entra, a imagem se reproduz na nossa retina e o cérebro recebe essa informação. Como uma máquina fotográfica, com a córnea funcionando como a lente da câmera e a retina o filme fotográfico.  E a pupila representando o diafragma (uma espécie de cortina das máquinas fotográficas que abrem e fecham para a entrada de luz).

E assim como na máquina, quanto mais luz menos abertura e quanto menos luz, mais aberta sua pupila. O problema é quando você perde esse controle e a menor das luzes já pode parecer o mais forte momento do sol.

O que é a sensibilidade à luz?

Sensibilidade à luz é muito mais comum do que você pensa. Para quem sofre com isso, qualquer luz, seja do sol, de uma lâmpada mais forte ou do reflexo em algum ambiente branco já cria um incômodo. Muitas pessoas só conseguem sair à luz com óculos escuros. Eu sei muito bem como é porque também já sofri com isso.

Essa é uma sensibilidade que acaba até provocando fortes dores de cabeça, enxaquecas e uma série de outros desconfortos. Eu, por exemplo, ficava trancada dentro do quarto escuro com fortes crises de dor. Por isso, é importante saber o que é sensibilidade à luz e como resolver esse problema.

Em alguns dos casos essas dores e dificuldades de permanecer em ambientes iluminados são, sim, sintomas de algum distúrbio visual, mas a verdade é que na maioria dos casos é um enfraquecimento da pupila causado pelo mal uso dos nossos olhos.

De modo simplista, a pupila é aquela bolinha pretinha em seu olho, por onde entra a imagem (e a luz). Como eu expliquei antes, é como se fosse d diafragma de “sua câmera”. Mas em volta dela, está a íris, facilmente reconhecida por dar cor ao seu olho. Mas sua importância é muito maior que isso.

A íris que é a responsável por abrir e fechar a pupila. Um músculo que se contrai e afrouxa de acordo com a quantidade de luz que entra. E é ali que está o grande segredo da sensibilidade à luz e onde devemos prestar atenção.

A sensibilidade ao sol em tempos modernos

Hoje em dia, ficamos tempo demais dentro de salas e escritórios, lugares fechados e com uma iluminação controlada e artificial, um falso conforto visual que se estende ainda para quando saímos desses lugares e logo vestimos o mais “protetor” dos óculos de sol (Entenda aqui porque você não deve usar óculos de sol). Em outras palavras, estamos sempre visualmente acomodados.

Sensibilidade à luz do sol

Quem sai perdendo é nossa íris, que se enfraquece porque passa grande parte do seu tempo dilatada e frouxa. Não precisa “se fechar” dentro do escritório com aquela luz que finge ser perfeita e muito menos por trás dos óculos. E como todo músculo, falta de exercício deixa tudo sem força.

O resultado disso é que ela não tem força quando precisa se fechar, não permitindo que a pupila fique mais protegida com mais claridade. E com muita luz entrando em “sua máquina” não há imagem que se revele.

Já existem, inclusive, muitos estudos que relacionam a falta de exposição ao sol como um fator de diversas doenças, entre elas a miopia. Universidade de Queensland, na Austrália, por exemplo, mostra que o sol faz muito bem para nossos olhos e ainda contribue para a fixação de vitamina D.

E não é só esse problema. Assim como nós precisamos da luz do sol, nós também precisamos do escuro da noite. Nesse momento a pupila se dilata. E é justamente os contrastes de iluminação que fazem a pupila ficar mais forte. Só que é quase impossível ter isso com cidades cada vez mais iluminadas artificialmente.

Mas não se preocupe, existem modos simples de resolver isso.

É possível diminuir ou até curar a sensibilidade?

Como você pode ver, é preciso fortalecer a íris para combater a sensibilidade à luz e é ai que entram os exercícios visuais!

E também é importante sempre ter em mente que a luz é o alimento de seus olhos. Não adianta fugir dela. Quanto mais seus olhos se alimentam, mais fortes eles ficam.

Sunning é um exercício para sensibilidade à luz

Um desses exercícios é o Ensolar / Sunning, que com pouco mais de cinco minutos de prática por dia pode diminuir muito a sua sensibilidade à luz. É possível sentir os resultados em poucos dias.

E não se engane, esse enfraquecimento da íris não provoca só um gasto com óculos escuros. Sem a força para “fechar” direito a pupila, você perde foco, já que quando tenta prestar atenção em um objeto menor ou em separado a tendência é criarmos no olho a mesma função da luneta, como se enxergássemos através de um pequeno túnel.

Portanto, ainda que tudo pareça funcionar, tem muita coisa que precisa estar em dia para que tudo corra do jeito que esperamos, e em uma “máquina” tão complexa quanto nosso olho isso vai ainda mais longe.

IMPORTANTE

Os exercícios visuais NÃO substituem o tratamento médico oftalmológico convencional. Consulte regularmente o seu oftalmologista, pois o método de exercícios naturais para os olhos é complementar à sua saúde visual. Não desautoriza nem desestimula, de forma alguma, a continuidade do tratamento médico oftalmológico.
Em caso de dúvida ou desconforto em seus olhos, procure o médico oftalmologista. Só ele é autorizado a fazer diagnósticos e a receitar ou suspender qualquer tipo de medicação.Não se automedique nem suspenda qualquer tipo de medicamento ou de tratamento sem a autorização do seu médico oftalmologista.